Alargamento do Programa GPR – Grudis Peer Review – a projetos de doutoramento

Fruto de solicitações por parte da comunidade grudis, o âmbito do GPR foi alargado, e o GPR está agora também aberto a projetos / trabalhos em curso de doutoramento!

Alarga-se assim o âmbito do programa, disponibilizando o mesmo serviço aos doutorandos para os seus projetos. Deste modo, para além do feedback pela via do Doctoral Colloquium anual, os doutorandos contam agora com um mecanismo disponível ao longo de todo o ano, para ser usado “naquele momento” em que o feedback pode ser mais decisivo, o qual pode não coincidir com nenhum evento académico para o efeito.

A discussão de projetos / trabalhos em curso de doutoramento tem algumas particularidades. Ao contrário de discussões em Doctoral Colloquia, em que pode existir interação entre discussant e doutorando para esclarecer dúvidas, num formato como o do GPR o potencial contributo do discussant depende integralmente do documento apresentado. O documento deve ser assim muito claro ao descrever os objetivos do projeto, os passos já dados, os resultados já obtidos (ou não) e, sobretudo, o que está ainda em aberto e passível de beneficiar do contributo dos discussants. Os projetos / trabalhos de doutoramento que já tenham sido apresentados no Doctoral Colloquium apenas serão aceites no âmbito do GPR se entretanto tiverem sido objeto de alterações / evolução significativas.

Se é doutorando e considera que poderia beneficiar do GPR, ou se é orientador e considera que um orientando seu (membro do Grudis) poderia beneficiar da exposição a mais perspetivas e contributos, ou se tem alguma dúvida sobre este processo, não deixe de nos contactar, através de joao.oliveirafep.up.pt.

Programa GPR – Grudis Peer Review: um balanço e novos desafios

Na grudisletter de Abril 2015, foi feito um balanço e foram traçados novos desafios para o GPR. Pela importância do seu conteúdo, nomeadamente a clarificação sobre os destinatários e sobre a fase de desenvolvimento dos trabalhos que podem ser submetidos, e para maior facilidade de consulta, o artigo é aqui reproduzido.

 

GPR: um balanço e novos desafios
O programa GPR – grudis peer review – tem 2 anos de funcionamento, e para a equipa do GPR entrou a Helena Isidro, em substituição do Rui Vieira, a quem agradecemos o seu contributo. Foi oportunidade de  analisar o percurso efetuado e refletir sobre como pode o GPR melhor servir a comunidade grudis.
O GPR visa contribuir para a melhoria da qualidade dos trabalhos de investigação, com base na revisão de artigos de membros do grudis por dois outros membros do grupo. A obtenção de feedback construtivo de outros investigadores com boas publicações é a melhor (senão a única) forma de melhorar o trabalho e conseguir boas publicações. Este programa dá aos autores a possibilidade de terem dois investigadores especializados na área do trabalho, que dedicam vários dias a analisá-lo. Esta ajuda é fundamental e vai muito além do feedback obtido através de participação em conferências, com frequência apenas superficial. Os resultados dos inquéritos aos autores que submeteram artigos para revisão são encorajadores: a qualidade dos comentários foi avaliada em 4.17/5 e a gestão do processo de revisão, bem como a avaliação global do programa GPR, foram avaliadas em 5/5. Os participantes consideraram como muito provável (4.67/5) voltar a participar no programa.

 

O desafio para o GPR é agora crescer em quantidade, mantendo a qualidade dos resultados obtidos. Com base numa auscultação informal da comunidade grudis, identificaram-se 5 áreas críticas para o aumento da utilização do GPR, de forma sustentada e mantendo a qualidade dos processos de revisão:
1) Aumentar o conhecimento dos grudistas sobre o GPR. Irá ouvir falar do GPR nos próximos tempos! Para além deste artigo e do regulamento em https://www.grudis.pt/programa-gpr-grudis-peerreview/, iremos utilizar diversos meios para aumentar a notoriedade do GPR.
2) Clarificar a abrangência dos destinatários do GPR.
Alguns membros consideram que o GPR não se lhes destina devido à sua falta de experiência, ao mesmo tempo que outros consideram o mesmo pela razão oposta. Na realidade, o GPR destina-se a membros com qualquer nível de experiência. De facto, os autores que  já submeteram artigos variam entre terem doutoramento há mais de 10 anos, há muito pouco tempo, ou ainda não o terem concluído. Por isso, o GPR é para SI!
3) Reposicionar o GPR para acolher trabalhos em fases intermédias / avançadas, e não apenas pré-publicação. Estamos em crer que o GPR terá assim maior contribuição para a melhoria dos trabalhos e aumentar a possibilidade de sucesso em publicação.
4) Enfatizar a enorme valia dos revisores do programa GPR nas várias áreas da contabilidade. Dentro do total de 78 potenciais revisores, entre 35-45 indicaram competências nas áreas mais populares: financial reporting, management accounting, case/field studyempirical archival; survey. A maior parte das restantes áreas contou com 10-20 grudistas, e nenhuma menos de 6. Esta é uma “pool” de especialistas valiosa e, no contexto português, assinalável. Por isso, qualquer que seja a sua investigação, estamos confiantes ser possível encontrar um revisor com competências na área relevante.
5) Salientar e melhorar a rapidez dos processos de revisão. Propomo-nos a conseguir um prazo de 30 dias entre a receção do artigo e o envio das revisões. Consideramos que é um tempo muito satisfatório, considerando o trabalho solicitado aos revisores, e que para efeitos de publicação este período é largamente compensado pelo potencial valor proporcionado aos autores. De qualquer modo, e apesar da nossa satisfação com o atual desempenho, tentaremos melhorá-lo ainda mais.

 

Convidamo-lo a considerar a utilização do programa GPR nos artigos que tiver em curso e não hesite em contactar-nos para qualquer esclarecimento.

Esperamos a sua participação no programa GPR, enviando um artigo para joao.oliveira@fep.up.pt.
João Oliveira e Helena Isidro

(Grudisletter 2015-04)

Anúncio e Regulamento do Programa GPR – Grudis Peer Review

Lançado em janeiro de 2013, o Programa GPR – Grudis Peer Review consiste num sistema de entreajuda entre pares, que envolve a revisão de artigos de membros do grudis por outros membros do grudis com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade dos trabalhos de investigação. Neste sentido, o programa encaixa com perfeição na missão do grudis, que consiste em contribuir para “a criação e expansão de uma comunidade Portuguesa de investigadores em Contabilidade, orientada por padrões internacionais de qualidade”.

O programa contou com uma grande adesão da comunidade grudis, que se disponibilizou em grande número para desempenhar o fulcral papel de revisor. No inquérito inicial, entre 35-45 grudistas indicaram competências nas áreas mais populares: Financial Reporting, Management Accounting, Case/Field Study; Empirical Archival; Survey. A maior parte das restantes áreas contou com 10-20 grudistas, e nenhuma menos de 6, criando assim as condições para se dar resposta aos artigos submetidos pelos membros nas mais variadas áreas de investigação.

A Equipa de Coordenação do grudis, após consulta dos membros do grupo, definiu as regras de funcionamento do programa abaixo indicadas, ainda em vigor.

A adesão ao projecto GPR é voluntária. Após o inquérito inicial realizado em 2012, as adesões podem ser feitas contactando coordenacao.grudis145px-At_sign.svggmail.com.

Esperamos a sua participação no programa GPR, enviando um artigo para coordenacao.grudis145px-At_sign.svggmail.com.

 

Regras de funcionamento do programa GPR – Grudis Peer Review

1. Por norma, cada artigo será revisto por dois revisores independentes:
a. Para evitar onerar os colegas mais experientes e, simultaneamente, desenvolver competências nos colegas menos experientes, a Equipa de Coordenação procurará atribuir o artigo para revisão a um membro mais experiente e a um membro menos experiente.

2. Cada revisor prepara um relatório, com uma extensão típica de uma a duas páginas, onde oferece sugestões construtivas ao autor.

3. Um sistema de créditos GPR é gerido pela Equipa de Coordenação de modo a assegurar equidade nas contribuições:
a. Todos os membros do grudis começam com um saldo de créditos GPR nulo;
b. Cada revisor recebe um crédito GPR por revisão efetuada;
c. Sendo o artigo revisto por dois revisores (situação padrão), dois créditos GPR serão deduzidos da conta do membro(s):
i. Por defeito, far-se-á uma repartição em partes iguais da dedução pelos co-autores membros do grudis (por exemplo, um artigo com dois co-autores membros do grudis resultará na dedução de um crédito por co-autor; sendo apenas um co-autor membro do grudis, o débito será de dois créditos);
ii. Caso os autores desejem um repartição não equitativa dos créditos GPR a abater, deverão informar a Equipa de Coordenação acerca da forma como pretendem que a afetação seja realizada.
d. Os membros podem acumular um saldo negativo máximo de dois créditos GPR. Dentro do espírito e valores grudis, situações excecionais poderão ser consideradas casuisticamente pela Equipa de Coordenação.

4. O autor, ao solicitar o pedido de revisão do seu artigo, deverá nomear três potenciais revisores que têm de ser membros do grudis, embora não haja garantia que o artigo venha a ser revisto por essas pessoas.

5. O processo de revisão não é anónimo – os revisores e os autores dos artigos são conhecidos.

6. Após a receção dos relatórios, o membro do grudis compromete-se a efetuar uma curta avaliação da experiência em moldes a determinar pela coordenação.

7. Os participantes no sistema GPR comprometem-se a não recusar pedidos de revisão mais do que duas vezes consecutivas. Por norma, a Equipa de Coordenação não solicitará aos membros do grudis a revisão de artigos em intervalos de tempo inferiores a três meses.

8. O programa está aberto sem restrições a todos os membros atuais do grudis.

9. Novos membros do grudis têm um período de espera de seis meses, a contar da data de admissão, até poderem submeter o seu primeiro trabalho para apreciação.

10. A Equipa de Coordenação tentará obter revisores disponíveis para analisar todos os trabalhos submetidos, mas naturalmente não o pode garantir.

11. Todas as situações não contempladas acima serão decididas pela Equipa de Coordenação de acordo com o espírito subjacente à criação do programa.

12. Anualmente, a Equipa de Coordenação avalia o sucesso do programa GPR e determina a pertinência da sua manutenção.

Dezembro 2012